Marry Me?
“Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar.”
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❝ Mas é claro que eu lutei por você. Eu lutei muito e por muito tempo. Me perdoe se agora eu estou cansado.

— Ciceero M. (via escrevas)

(Fonte: effingos)

❝ Eu acredito em rosa. Eu acredito que rir é o melhor queimador de calorias. Eu acredito em beijar, beijar muito. Eu acredito em ser forte quando tudo parece estar dando errado. Eu acredito que as meninas felizes são as meninas mais bonitas. Acredito que amanhã é outro dia e eu acredito em milagres.

— Friedrich Nietzsche.  (via se-eu-pudesse)

(Fonte: souvent-dedaigneuse)

❝ Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

— Caio Fernando Abreu   (via acorrentei)

(Fonte: inverbos)

❝ Me sinto só, mas quem é que nunca se sentiu assim?

— CPM22.   (via acorrentei)

(Fonte: doarei-me)

❝ Pra onde vai o amor? De manhã eu preciso buscar um remédio pra minha mãe, depois tenho pilates e às 11 em ponto preciso estar na agência pra decidir um roteiro de vídeo para uma apresentação interna que o cliente vai fazer para a área comercial. Pra onde vai o amor? Quero aparecer na sua agência, subir as escadas correndo. Porque essa pergunta precisa ser feita de peito ofegante. Pra onde vai o amor? Você tem a apresentação de uma concorrência. E tem uma equipe, uma mesa, um lixo, um carro alto, um cabelo grande, um sobrenome importante, um quadro caro, uma ex namorada top model, dezenas de garotinhas apaixonadas. Pra onde vai o amor? Porque quando deitamos no chão da sua sala e você me perguntou “quanto tempo você demora pra dizer que ama?”. Porque quando você me mandou aquele e-mail falando que dormiu bem quando me conheceu. Porque a gente estava tão nervoso no dia do Astor, Subastor. Porque eu tinha uma escova de dentes aí e você tinha uma escova de dentes aqui. Pra onde vai o amor? O que você fez com o seu? Deu descarga? O que eu faço com o meu? Dai eu te ligo, escondida no jardim da agência que eu trabalho. Chorando horrores. E te peço desculpas. “Eu sei que faz só um mês que estamos juntos mas o que você fez com o nosso amor?” Por que você ficou frio e sumiu e esqueceu e secou e matou e deletou e resolveu e foi? E você diz que está trabalhando e eu me sinto idiota. Me sinto esfolada viva pelo mundo. Me sinto enganada por anjos. Me sinto inteira uma enganação. Respiro mentiras. Visto desculpas. Ajo disfarces. Porque a gente estava sim se amando mas você correu pra levantar antes a bandeira do “se fudeu trouxa, o amor não existe”. Justo você que eu escolhi pra fugir comigo das feiúras do mundo. Porque você me emprestava a mão dormindo e pedia colo vendo tv e queria me fazer camarões fritos e escondia as meias suadas quando eu chegava antes do que você esperava. E você me perguntava o tempo todo se eu percebia como era legal a gente. E então, só pra fazer parte da merda universal de toda a bosta da vida, você se bandeou pro lado do impossível e se foi e me deixou como louca, escondida no jardim da agência, chorando, te perguntando pra onde foi o amor. E você riu e disse “mas eu só estou fazendo minhas coisas”. E eu me senti idiota e louca e chata e isso foi muito cruel ainda que seja tão normal. Normal não me serve não encaixa não acalma. E eu achei que a gente podia ter uma bolha nossa pra ser louco e improvável e protegido do lugar comum do mundo mediano adulto das pessoas que riem e fazem suas coisas. E tudo ficou feio, até você que é lindo ficou feio. E eu quis me fazer cortes. Porque viver é difícil demais. E todo mundo me olhando, rindo, fazendo suas coisas. E daqui a pouco eu rindo e fazendo minhas coisas. E no fundo, abafado, dolorido, retraído, medicado, maduro, podre: onde está o amor? Onde ele vai parar? Onde ele deixou de nascer? Onde ele morreu sem ser? Por que eu sigo fazendo de conta que é isso. As pessoas seguem fazendo de conta que é isso. E por dentro, mais em alguns, quase nada em outros, ainda grita a pergunta. O mundo inteiro está embaixo agora do seu lindo e refinado e chique e rico prédio empresarial de milionários. Gritando nas janelas, batendo nas portas, tirando você da sua reunião: o que você fez com o amor? Esse dinheiro todo, essa responsabilidade toda, esses milhões todos, essas pessoas todas que você quer que te achem um homem. E o amor, o que você fez com ele? Enfiou no cu? Colocou na máquina de picar papel? Reaproveitou a folha pra escrever atrás? Reciclou? Remarcou pra daqui dois anos? Cancelou? Reagendou o amor? Demitiu o amor? É o amor que vai fazer você ser isso tudo e não isso tudo que você usa pra dar essas desculpas pro amor. Porque quando eu sentei no cantinho da cama e você leu seu livro de poesias de quando era criança. Porque quando você ficou nervoso porque queria me dizer que naquele minuto não estava me amando porque você acha que amor é isso além do que você pode. Amor é só o que você já estava podendo. O que você fez com esse pouco que virou nada? Com o muito que poderia virar? Eu aleijada, engessada, roxa, estropiada, quebrada, estou na porta, esperando você, por favor, me ensina, o que fazer, vou fazer o mesmo com o meu. Vou mandar junto com o seu. Nosso amor pro inferno, longe, explodido, nada. E a gente almoçando em paz falando sobre o tempo e as pessoas escrotas e o filme da semana. Bela merda isso tudo, bela merda você, bela merda eu, bela merda todos os sobreviventes que riem e fazem suas coisas e almoçam e falam de filmes. E por dentro o buraco gigante preenchido por antidepressivos, ansiolíticos, calmantes, cervejas, maconhas, viagens e mais reuniões. Pra onde foi o amor? De pé seguimos pra nunca saber, pra nunca responder, pra nunca entender. Pra onde? Você lendo o texto mais lindo da minha vida sobre o último dia morando com seus pais, você achando as moedinhas que o seu pai escondia no jardim quando você era criança, você me contando isso tudo baixinho e eu sentindo tantas milhares de coisas lindas, você falando da merda boiando e a dor dos seus fins de amor, você dormindo com seus cachinhos virados para o meu nariz, você fazendo a piada dos ombrinhos mais altos e mais baixos pra tirar sarro dos homens artistas e burocráticos, você por um mês e tanto amor. Todos os cheiros de todos os seus cantos. E agora eu louca porque não se pode sentir, porque senti sozinha, porque não se pode sentir em tão pouco tempo. Que tempo é esse quando o amor se apresenta tão mais forte e sábio que as regras de proteção? Quem quer pensar em acento flutuante quando se está voando? Quem quer pensar em pouso de emergência quando se está chegando em outro mundo melhor? E agora nada e você nada e tudo nada. O amor no planeta das canetas Bic que somem. O amor mais um como se pudesse ser mais um. O amor da vida de um mês. Você com medo de ser mais um e você único e tanto amor e tão pouco tempo. O que você fez com ele para eu nunca fazer igual? Eu prefiro ser quem te espera na porta pra entender. Eu prefiro ser quem te espera na outra linha pra entender. Eu prefiro ser a louca do jardim enquanto o mundo ri e faz suas coisas. Do que ser quem se tranca nessas salas infinitas suas pra nunca entender ou fazer que não sente ou não poder sentir ou ser sem tempo de sentir ou ser esquecido e finalmente não ser.

— Tati Bernardi.  (via acrescentada)

(Fonte: s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

❝ Tem dias que a vida te revira do avesso. Parece que cada detalhe é premeditado para dar errado. Como sou negativa, me rendo aos desprazeres. Choro e faço drama. Quem sou eu? Hoje não me rendi. Lutei. Paguei caro pelos meus erros. Mas acontece. Mesmo com dificuldade, é preciso voltar atrás e refazer do jeito certo. Como deve ser. Então, deixe pra lá. Respire, bagunce e conserte.

— Renata Carneiro (via cuidei)

(Fonte: realismos)

❝ Estou do lado dos que querem um mundo melhor, para minha filha, para mim mesmo, para vocês, mas é preciso ter cuidado. Uma mudança no poder não significa cura. O poder não é uma cura. O grande esforço de suas mentes não deve ser como destruir um governo, mas sim como criar um governo melhor. Não sejam mais uma vez enganados e aprisionados. E se vocês vencerem, tenham cuidado com um governo que seja mais Autoritário e que acabe por deixá-los numa situação mais opressiva do que a anterior. Não sou exatamente um patriota, mas apesar de todas as enormes e fodidas injustiças ainda se pode expressar uma opinião e protestar e agir num amplo espectro social. Digam-me, poderia eu escrever um texto contra o governo depois que vocês assumirem? Poderia ficar nas ruas e parques e dizer a vocês o que penso? Espero que sim. Mas sejam cuidadosos se for para perdermos esse direito em nome da justiça. Peço que me apresentem o seu programa para que possa escolher entre o de vocês e o deles, entre a Revolução e o governo existente. Será que não me colocarão para cortar cana? Isto me deixaria bastante chateado. Por acaso construirão novas fábricas? Passei minha vida inteira fugindo de fábricas. Teriam meu escritos, minha música, minhas pinturas que levar em conta o bem estar do estado? Deixariam que eu ficasse largado em parques e cubículos bebendo vinho, sonhando, me sentindo nem e tranquilo? Deixe-me saber o que têm reservado pra mim antes que eu saia por ai queimando bancos. Preciso de mais do que colares hippies, uma barba, um turbante indiano, maconha legalizada. Qual é o seu programa? Estou cansado de todos os mortos. Não vamos desperdiça-los mais uma vez. Se é para enfrentar a baioneta das tropas estaduais, digam-me o que vou ganhar para isso.

— Charles Bukowski.    (via acorrentei)

(Fonte: s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

❝ Eu queria ser o seu motivo. De quê? Ah, de qualquer coisa. O motivo da sua fuga, da sua volta, do seu desespero, das suas dúvidas, dos seus calafrios e arrepios, dos suspiros fundos de olhos fechados, dos dias em silêncio perdendo para a saudade, do ódio repentino, do querer desenfreado. Qualquer coisa, meu bem, mas que me fizesse morar em alguma parte tua.

— Camila Costa.   (via acorrentei)

(Fonte: c-a-n-a-r-i-o)

❝ Se não desse errado não seria eu.

— Clarice Falcão.  (via cuidei)

(Fonte: conotos)

❝ Quando alguém de fora não entende nosso amor, brinco que você é quem me puxa pelo tornozelo quando o caos da cidade parece querer me engolir. Ou mando buscar aquela foto bacana que fiz de você com cara de quem não tem nada a ver com minha paz. Ou peço pra voltar ao maio que cedi meu suéter marrom e fiquei na maior pompa, segurando no osso o frio desgraçado. Ali, sem querer, predisse: vou cuidar de você.

— Gabito Nunes in Cuidar de você (A manhã seguinte sempre chega)

❝ E Fernando Pessoa dizia que toda carta de amor é ridícula, se não for ridícula, não é uma carta de amor. Então, aqui vai nossa canção mais brega e ridícula, justamente porque fala de amor.

— O Teatro Mágico.  (via verbo)

(Fonte: trechos-sonoros)

❝ Aprendi a ser otimista
mesmo com todo este
negativismo mundano
se por acaso empurrar-me
de um penhasco
acreditarei que estou voando.

— Alêh Lima.   (via escrevas)

(Fonte: conotos)

❝ Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.

— Tati Bernardi 

(Fonte: auroriar)

❝ Nunca fui atrás, tampouco procurei saber. Por uma única e elementar razão: esquecer você foi a coisa mais difícil que já fiz na vida.

— Gabito Nunes

(Fonte: classificar)